O câncer de boca e faringe é o quinto tipo de câncer mais comum
no mundo e são computados como responsáveis por 5% de todos os casos
de óbitos entre todos os tipos de câncer, em todo o mundo. É duas
vezes mais comum em homens do que em mulheres. Dependendo do estágio
diagnosticado, a sobrevida é estimada em 5 anos, para 30% a 80%
dos casos.
As causas do câncer de boca e faringe são o uso do fumo, do álcool,
microorganismos, nutrição inadequada e traumas constantes no mesmo
ponto têm sido associado com câncer da mucosa da boca, porém não
há evidência que dentaduras bem adaptadas possam causar câncer.
As condições precárias de higiene, a presença de dentes quebrados,
raízes, tártaro e as próteses inadequadas ou em más condições também
podem contribuir para o surgimento do câncer.
O câncer de boca é a única doença letal que o dentista pode diagnosticar
ou prever. O maior problema para o diagnóstico do câncer oral,é
o fato de que pequenas lesões que são mais facilmente tratadas,
geralmente não apresentam sintomas e por este motivo o paciente
estará desatento para a sua presença.
O auto-exame para o câncer bucal é relativamente simples. Diante
do espelho, com uma boa iluminação, apalpe todas as estruturas bucais
e do pescoço. Durante o auto-exame, os principais indícios a serem
observados são: feridas que permanecem na boca por mais de 15 dias,
caroços (principalmente no pescoço e embaixo do queixo), súbita
mobilidade dental, sangramento, halitose, endurecimento e ou perda
de mobilidade da língua. É importante frisar que a dor pode ser
um sinal de lesão avançada.
A prevenção e o diagnóstico precoce podem ser realizados pelo cirurgião-dentista
através de exame clínico; afastamento dos fatores co-carcinógenos;
diagnóstico e tratamento das lesões que podem evoluir para o câncer;
exames complementares, como a biópsia e citologia esfoliativa e
orientação e estimulação ao auto-exame.
Os
cigarros e o risco relativo de câncer de boca
10-19 Cigarros por dia:
3,2%
20-39 Cigarros por dia:
4,5%
40
ou mais Cigarros por dia OU Tabaco
inalado (rapé)
5%
Risco
relativo entre câncer oral e consumo de álcool
Estalidos ao falar, mastigar, cantar ou bocejar, dores de cabeça,
face, pescoço, olhos e dentes? Isso pode ser sinal de problemas
com a Articulação Têmporo Mandibular - ATM. A articulação que se
situa logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados
pela mandíbula.
Um dos principais fatores dessa doença é a mal oclusão, ou seja
a relação inadequada entre os dentes da maxila e da mandíbula (as
arcadas dentárias superiores e inferiores). O estresse, hábitos
pessoais e até mesmo doenças sistêmicas ou hormonais podem contribuir
para o seu aparecimento.
Encaixar os dentes mais para
a frente, para trás ou para os lados traz consequências para as
ATMs. 0 ideal é que o encaixe tenha um relacionamento adequado,
para que a articulação seja saudável.
A disfunção temporomandibular é uma doença quase sempre progressiva.
Ainda não se sabe com exatidão a sua velocidade de progressão e
as suas conseqüências. Portanto, o ideal é o tratamento precoce,
que certamente proporciona melhores soluções e resultados.
Por
que o clique?
Entre as faces articulares dos ossos que compõem as Articulações
Mandibulares, existe uma estrutura chamada disco articular, cujas
principais funções são de evitar traumas e desgastes prematuros.
Quando o disco articular se desloca de sua posição acontece o estalido
(clique), durante os movimentos da falar, da mastigação, de cantar,
bocejar etc.
Não confunda dor de
ouvido com problema de ATM.
A proximidade entre a ATM e
o ouvido pode confundir o paciente sobre o local da dor. Na realidade,
a dor de ouvido é diferente da dor de ATM. Como diagnóstico, as
disfunções das ATMs não manifestam febre, não eliminam secreção
pelos ouvidos e não são acompanhadas por quadros infecciosos. Existem
várias dores que se refletem na face e não têm origem dentária,
como as dores por otite e sinusite, dores na articulação, dores
musculares nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação,
dores nos nervos faciais, como as neuralgias, dores causadas por
infecções e ulcerações da mucosa bucal, dores com origem nos olhos,
glândulas salivares, lacrimais e mucosa nasal e a dor relacionada
com a "queimação" em toda a boca, sem que existam lesões na mucosa.
• Consultório Odontológico: um lugar seguro contra a AIDS
O tratamento odontológico é extremamente seguro para o paciente
contra os risco da AIDS, desde que os instrumentais utilizados em
pacientes com AIDS tenham sido esterilizados corretamente.
Embora o risco de contaminação seja mínimo, o dentista, por estar
em contato com os fluidos que podem conter vírus, como o sangue
e a saliva, está mais sujeito à contaminação no consultório dentário
do que o próprio paciente.
O vírus da AIDS é facilmente
inativado e muito menos resistentes do que os vírus que causam a
sífilis e a hepatite B. A esterilização é feita em estufas de calor
seco, um equipamento obrigatório no consultório odontológico. O
cirurgião dentista está esclarecido sobre as medidas a serem adotadas
para evitar o contágio de doenças contagiosas. Além da esterilização
dos instrumentos, depois de cada paciente materiais como agulha,
tubetes anestésicos, luvas, pontas de sugador de saliva etc. são
descartados.
Através do exame bucal, o dentista
pode suspeitar que o paciente tem AIDS, pois existem várias doenças
na boca que ocorrem preferencialmente em pacientes HIV positivos.
Legalmente, o dentista pode
recusar-se a atender qualquer paciente. Porém, eticamente, ele tem
a obrigação de atender o paciente com AIDS em situações emergenciais
e de encaminhá-lo a um profissional capacitado, caso julgue necessário.
0 dentista pode solicitar o
exame anti-HIV desde que o paciente concorde e tenha o conhecimento
dessa solicitação.
Para sua própria segurança,
o paciente portador do HIV deve informar ao dentista a sua condição.
Por se tratar de um paciente com sua imunidade deprimida, deve merecer
cuidados especiais, por exemplo quanto ao uso de antibióticos depois
da extração de dentes.
• Tudo sobre clareamento dental
Todos os dentes podem ser clareados, desde que estejam íntegros,
sem muitas restaurações. O clareamento já é recomendável para crianças
a partir dos 10 anos. O clareamento dental é uma técnica simples:
Os géis oxidantes penetram no esmalte e na dentina, liberando oxigênio
que quebra as moléculas dos pigmentos causadores das manchas, sem
afetar a estrutura do dente. Se usados corretamente conforme orientação,
os produtos usados no clareamento não promovem nenhum prejuízo à
saúde geral.
Os dentes podem ser clareados no consultório, onde o dentista isola
os dentes com um lençol de borracha para proteger a gengiva e aplica
um agente oxidante forte. Em casa também é possível realizar o clareamento
sob a orientação do dentista. 0 clareamento doméstico é mais seguro
e eficaz, pode resolver todos os casos e é o mais utilizado.
É preciso fazer um alerta para quem possui restaurações e quer fazer
o clareamento. Sempre há necessidade de troca ou retoque das restaurações
antigas, já que elas não sofrem ação dos clareadores, e parecem
mais escuras frente aos dentes clareados.
O
que é permitido durante o clareamento ?
Seguir as orientações do dentista.
Retirar o dispositivo de clareamento 1 hora antes das refeições
e reiniciar 1 hora após.
Observar os dentes diariamente no espelho, monitorando o progresso
do clareamento.
Guardar o dispositivo, para o caso de necessitar de manutenção.
Não fume durante o tratamento.
Evite tomar café, chá e refrigerantes em excesso.
Não escove os dentes logo após retirar o dispositivo.
Não empreste o produto para outras pessoas.
0 dente clareado pode escurecer novamente, mas nunca na mesma intensidade
de antes. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de uma manutenção,
que é feita em 2 ou 3 noites. Mas atenção: Por precaução, o clareamento
doméstico deve ser evitado o tratamento em gestantes e lactantes.
• Higiene Bucal redobrada para quem usa aparelhos
A higiene bucal é mais difícil para quem usa aparelho ortodôntico,
principalmente os aparelhos fixos. As peças coladas nos dentes,
(os braquetes), os anéis cimentados nos dentes (bandas), fios e
de acessórios aumentam as áreas que retêm os alimentos. Com isso
é maior o acúmulo de placa bacteriana. A falta de higiene bucal
faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.
A falta de higiene do paciente provoca um acúmulo de placa bacteriana,
principalmente ao redor das peças coladas nos dentes, deteriorando
a superfície do esmalte e provocando manchas brancas ou marrons
que levam às cáries.
Para contornar o problema, que usa aparelho deve evitar a ingestão
de alimentos açucarados e pegajosos. Como as balas, pirulitos, chicletes,
que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença
cárie. Evitar também a ingestão de alimentos duros como a pipoca
e o amendoim e frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas
em pedaços, porque a mordida forte pode danificar o aparelho fixo.
Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção
redobrada quanto à higiene, e prestar atenção às orientações do
ortodontista. Além dos dentes, o aparelho também deve ser escovado
diariamente com escova de cerdas arredondadas e macias para evitar
que a placa bacteriana fique aderida. Há escovas específicas para
isso, com pequenos tufos e cerdas em forma de V. Uma vez por mês
o aparelho deve ficar de molho em anti-séptico bucal por 15minutos.
A fervura do aparelho não é recomendada. A vida útil das escovas
dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser
substituída sempre que necessário.
Para quem usa aparelho, a escova de dente dura menos. É preciso trocá-la
com mais freqüência. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser
evitada por que machuca a gengiva e provoca cavidades nos dentes.
Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes,
como se estivesse "varrendo" e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva,
ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.
Usar o fio dental é indispensável. Uma agulhinha de plástico que
ajuda a passar o fio entre os dentes é um acessório recomendável.
Também é importante fazer bochechos com flúor uma vez ao dia, ante
de dormir.
• Acredite: mau hálito tem cura!
Se a medida fosse a hora de despertar, 100% das pessoas teriam mau
hálito. Porém, essa doença é mais comum do que se pensa e pode causar
transtornos para a vida social, profissional e afetiva do paciente.
As pessoas que têm um mau hálito constante, não percebem seu próprio
hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos
de normalidade conseguem percebê-lo. A maneira mais simples de identificar
o mau hálito é pedir a uma pessoa de confiança ou a um cirurgião
dentista que faça essa avaliação para você. Existe um aparelho para
medir e avaliar o potencial de halitose.
O mau hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele é causado pela
queda da taxa de açúcar no sangue, pela redução do fluxo salivar
durante o sono e pelo aumento da flora bacteriana que atua sobre
a mucosa da boca e sobre proteínas da saliva, gerando componentes
de cheiro desagradável. Depois da escovação dos dentes e do uso
do fio dental e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose
matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar
que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado
e tratado.
Os estudos mostram que 96% dos casos de halitose são causados pela
saburra da língua. Saburra é esbranquiçado ou amarelado, que adere
à língua, e equivale a uma placa bacteriana em que os principais
organismos presentes produzem componentes de cheiro desagradável
. Mas não há uma única causa para o mau hálito. Existem casos de
lialitose tanto por razões fisiológicas, que podem ser corrigidas
apenas com orientações, mas também há o mau hálito causado por doenças
como diabetes, uremia, prisão de ventre etc. e por problemas relacionados
à boca, como feridas cirúrgicas, cárie, doença periodontal ou por
doenças como diabetes, uremia, prisão de ventre etc.
O mau hálito não vem de problemas estomacais, apesar de ser muito
comum pacientes com gastrite terem mau hálito. A formação da saburra
propicia também a instalação e a proliferação de microrganismos
que causam doenças pulmonares, da garganta e periodontais.
O uso de chicletes melhora o hálito, porque age como um mascarado
do hálito e porque aumenta a salivação.
Quando o mau hálito acontece só de vez em quando, a higiene bucal
e da língua bem feitas, a estimulação da salivação sem o uso de
medicamentos, através de balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas
de suco de limão com um pouco de sal, ou, mais eficientemente, com
uma ameixa japonesa condimentada, conhecida como "umebochi", podem
resolver. Muita atenção à alimentação, que deve ser levem em proteína,
gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado. Também é importante
a alimentação a base de carboidratos a cada quatro horas, além da
ingestão de água.
• Previna a cárie, uma doença transmissível!
A cárie é uma doença transmissível e infecciosa. Para que a cárie
ocorra é necessária a associação entre três fatores: placa bacteriana,
dieta inadequada e higiene bucal deficiente. Quando o açúcar entra
em contato com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis
pela saída de minerais do dente.
A placa bacteriana é uma espécie de película composta de bactérias
vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os
dentes.
Todos dentes são mais susceptíveis à cárie quando erupcionam, pois
ainda não estão com a calcificação completa. Isso só será um problema
se houver acúmulo da placa bacteriana sobre os dentes, pois esta
permitirá que a lesão se inicie. Portadores de deficiências físicas
ou mentais que apresentam dificuldades na limpeza dos dentes devem
ser supervisionados durante a escovação.
Os alimentos que provocam cáries:
Aqueles que apresentam açúcar na sua composição: os doces, as balas,
os caramelos, os chocolates, os chicletes e os refrigerantes. Existem
alguns alimentos que escondem o açúcar na sua composição, como a
mostarda e o ketchup. Esses alimentos podem ser consumidos, junto
às principais refeições, seguindo-se a escovação.
A freqüência com que se come o açúcar é muito importante: A cada
ingestão de açúcar, os seus dentes ficam expostos aos ácidos produtores
de cárie durante 20 minutos.
O açúcar também pode estar presente em medicamentos líquidos e em
forma de xarope. Depois de ingeri-los, é preciso escovar os dentes.
Os alimentos que protegem os dentes:
Queijo e o leite são considerados protetores dos dentes porque apresentam
alto conteúdo de cálcio e fosfatos, que protegem contra a desmineralização
do dente.
A identificação das lesões de cárie pode ser feita através da visão
direta dos dentes e do emprego do fio dental. Se o fio dental ficar
preso entre os dentes, atenção, isso também pode ser um sinal de
lesão de cárie.
Antes de observar o dente, remova a placa bacteriana que a recobre.
Faça o auto-exame após escovar seus dentes e em local bastante iluminado.
Procure alguma alteração de cor como manchas brancas ou acastanhadas
na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras) e entre os dentes.
Em um estágio mais avançado da cárie, as manchas podem evoluir para
cavidades e os sintomas já começam a aparecer: dor quando mastigamos
alimentos doces ou quando bebemos algo quente ou gelado, causando
desconforto e mau hálito.
O flúor é um importante auxiliar no combate à cárie pois previne
a saída de minerais do dente e favorece a remineralização, que é
a entrada de minerais em pequenas lesões de cárie antes que elas
se tornem cavidades.
A limpeza deve ser realizada sempre após as principais refeições
e antes de dormir. Visite seu dentista regularmente para que ele
possa, através do exame clínico, controlar sua saúde bucal.
• Não descuide de seu hálito durante as viagens
Quem viaja constantentemente deve estar atento ao risco de sofrer
de mau hálito, ou halitose. Isso acontece porque as glândulas salivares
diminuem o ritmo da produção, abrindo alas para as bactérias crescerem
dentro da cavidade oral.
Outro risco é que muitos viajantes mudam seus hábitos alimentares
quando estão viajando e acabam se esquecendo da higiene bucal. É
quase uma regra o consumo maior de fast food e refrigerante durante
a viagem. Os próprios postos de estrada favorecem esse comportamento.
As partículas de alimentos na boca produzem um composto sulfuroso
e causam o mau hálito". Para quem viaja de avião, um sintoma menos
comum que pode ocorrer durante a viagem é a barodontalgia, dor de
dente resultante da mudança de pressão durante o vôo O desconforto
pode sofrer variações de acordo com altitude e diminuir na descida.
A origem do incômodo pode ser um abscesso ou uma restauração recente.
• Dentes do Siso ou do Juízo
Existem quatro dentes do siso: dois superiores, sendo um direito
e um esquerdo, e dois inferiores, também direito e esquerdo. O nome
siso, ou juízo, está ligado à idade em que esses dentes aparecem,
normalmente entre os 17 e os 20 anos, na idade da maioridade.
Mas nem todo o mundo tem dente do siso. Isso porque os dentes não
erupcionam por falta de espaço na arcada dental ou por outras dificuldades
para eles aparecerem.
Se o dente do siso ficar dentro do osso, ou seja, não erupcionar,
ele pode produzir reabsorções de dentes vizinhos, dor e até degenerações.
Mas o siso também pode erupcionar parcialmente, por falta de espaço
na arcada ou pelo posicionamento do dente. Essa erupção parcial
do siso pode provocar inflamação da gengiva, irritações, dor e inchaço.
A extração do siso é indicada na falta de espaço para a erupção,
no posicionamento horizontal do siso, quando ele causa dor e quando
se inicia a erupção e esta não se completa, ou seja, há erupção
parcial do siso. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente
terá que ser feita a extração de ambos os sisos do mesmo lado, isto
é, do superior e do inferior.
• Doenças Periodontais
O conjunto de tecidos que está ao redor do dente e que é responsável
pela sua fixação, como a gengiva, osso alveolar e fibras que ligam
raiz ao osso é conhecido como periodonto. Esses tecidos podem ficar
doentes, inflamados.Isso é o que chamamos de doença periodontal,
que leva à reabsorção do osso ao redor das raízes dos dentes. A
doença periodontal é diferente da gengivite, que é a inflamação
só da gengiva, sem alteração do tecido ósseo.
A causa das doenças periodontais é a adesão da placa bacteriana
ao dente. Porém hormônios, baixa resistência e alguns medicamentos
podem levar a alterações na gengiva.
Sangramento, alterações na posição dos dentes, retrações da gengiva,
retenção de alimentos e inchaços são os sintomas mais comuns das
doenças do periodontais.
A prevenção das doenças periodontais pode ser feita unicamente com
a remoção da placa bacteriana através de limpeza bucal doméstica
com fio dental e escova, mais limpezas feitas pelo dentista a cada
seis meses.
É possível que haja sangramento durante o uso do fio dental, o que
demonstra a presença de bactérias nessa região. Por isso, deve-se
continuar com o uso do fio na tentativa de remover essas placas.
O tratamento dessa doença exige a remoção da placa bacteriana através
de raspagem e até alisamento das raízes. É possível que as cirurgias
sejam indicadas para facilitar o acesso a todaa área da raiz comprometida.
Não existe o tratamento da doença somente com medicamentos.
Depois do tratamento, os tecidos não se recuperam totalmente. As
doenças periodontais, ao contrário das gengivites, deixam seqüelas,
como deslocamento na posição do dente, retração da gengiva e aumento
aparente no comprimento do dente. Há cirurgias e próteses que podem
miminizar esses defeitos.
• Fluorose
A aplicação de flúor em crianças reduz o risco de cárie. Já a aplicação
em adultos reduz a incidência de cárie, embora com resultados menos
expressivos do que em crianças. A interrupção do uso do flúor pode
aumentar ligeiramente o aparecimento de novas cáries.
Porém o excesso de ingestão de flúor durante a formação dos dentes
pode causar a fluorose.
Os principais sintomas da fluorose são a alteração de cor do esmalte,
que pode ficar esbranquiçado ou exibir pequenas manchas ou linhas
brancas. Nos casos mais graves da fluorose, o dente adquire uma
coloração acastanhada ou marrom, e pode haver perda de estrutura
do dente. Nesses casos o dente se torna mais fácil de desgastar
fisiologicamente.
O uso de gotas e comprimidos contendo flúor e de muitos complexos
vitamínicos recomendados pelos pediatras, podem ser a causa da fluorose.
Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados
em locais onde já existe água fluoretada.
Na gravidez não é necessário ingerir suplementos de flúor, pois
a principal ação preventiva é a que se dá pelo contato do flúor
na boca com os dentes. Além disso, na gestante que ingere água fluoretada,
o flúor passa para o bebê através da placenta.
A fluorose não passa de uma dentição para outra, pois ela ocorre
durante o período de formação dos dentes, e dentes de leite e permanentes
se formam em épocas muito diferentes. Mesmo na dentição permanente
ela pode afetar alguns dentes e não afetar outros, ou ainda afetar
dentes diferentes de forma diferente. Tudo depende da época que
ocorreu o excesso de ingestão e da época de formação dos dentes.
O período de maior risco para a ocorrência de fluorose é até os
6 anos de idade, quando estão se formando as coroas dos dentes anteriores,
pois se sabe que o maior problema da fluorose é quanto à estética.
Confira
onde o flúor está disponível:
0 flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público
e do sal de cozinha e pode ser adicionado ao leite (geralmente em
programas alimentares em escola) sob a forma de comprimidos ou gotas.
0 flúor pode ser usado localmente nos dentes por meio de cremes
dentais (pastas de dente), bochechos, aplicações tópicas realizadas
por dentistas ou auxiliares ou, ainda, por vernizes fluoretados.
• Herpes Labial
O herpes é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus chamado
Herpes hominis virus. Existem dois tipos de vírus do herpes simples.
Geralmente, o tipo 1 é responsável pelos casos de herpes labial,
e o tipo 2, pelo herpes genital.
A infecção pelo herpes acontece pelo contato direto com lesões infectadas
pelo vírus, durante a infância. A situação mais comum de contágio
é aquela em que algum dos pais ou parentes próximos é portador do
vírus, apresenta as lesões em lábio e entra em contato direto com
a pele da criança.
Depois da contaminação, a criança passa por fase de incubação do
vírus, que dura cerca de 10 dias, quando algumas crianças apresentam
a primeira infecção por herpes ou a estomatite provocada por herpes,
acompanhada de febre, mal estar geral, irritação, dor de cabeça
e perda de apetite. Em seguida, aparecem bolhas na boca, nos lábios
e na pele emvolta da boca. As bolhas se rompem e formam úlceras
dolorosas e que sangram, por cerca de 15 dias. Apenas 1% dos pacientes
infectados pelo vírus desenvolvem a doença clínica: 99%, apesar
de infectados, não apresentam sinais ou sintomas clínicos. Após
o contágio inicial o vírus fica "dormente" dentro do organismo e
só volta a apresentar manifestações clínicas a partir da adolescência.
desencadeadas por febre, exposição ao sol, distúrbios gastrointestinais,
estresse e períodos menstruais.
Não existe cura para a herpes, mas existe tratamento para diminuir
a freqüência da sua manifestação.
• Adoçantes: implicações para os dentes e a nutrição
O adoçante pode substituir o açúcar em relação ao paladar, com vantagens.
Enquanto o açúcar é calórico, os adoçantes podem ou não conter calorias.
Porém o uso de adoçantes não é garantido na batalha contra as cáries.Certamente
o açúcar e a sacarose são os alimentos prediletos das bactérias
que produzem a cárie. Nesse caso, o uso de adoçantes, em substituição
ao açúcar e a sacarose pode reduzir o número de bactérias que provocam
a cárie.Mas há mais fatores para o surgimento da cárie.
É fundamental observar a dose máxima diária de ingestão dos adoçantes
de dos produtos dietéticos em geral.
Crianças
e adoçantes:
O açúcar é um alimento considerado uma fonte importante de carboidrato
de absorção rápida. Porém, não há necessidade do consumo específico
do açúcar na dieta infantil, podendo ser ingerido outro tipo de
alimento que seja fonte desse nutriente, principalmente os não-processados,
como os integrais.
As crianças podem ingerir adoçantes, que são recomendados apenas
para aquelas que realmente têm indicação médica, como as diabéticas
e as obesas.
Para as crianças mais propensas à cárie dental, o ideal é o controle
na ingestão de sacarose, tanto na freqüência quanto na quantidade.
atualmente, é mais recomendado o uso de carboidratos complexos do
que dos carboidratos simples, que têm absorção rápida, devido ao
aumento da prevalência de obesidade infantil e como uma forma de
prevenção de cárie. Os carboidratos devem representar entre 55 a
60% do valor calórico total da alimentação.
A moderação é o melhor caminho no uso dos adoçantes sintéticos.
O aspartame, sacarina, acesulfame-K e sucralose são aprovados pela
Food and Drug Administration (FDA) e, portanto, têm uma regulamentação
para as doses máximas recomendadas.
Os estevosídeos à base de stévia, , não são aprovados pelo FDA e,
portanto, não têm uma regulamentação específica quanto às doses
máximas permitidas.
O ciclamato de sódio foi proibido pelo FDA, mas novos estudos comprovaram
que a dose tóxica é muito alta, e, por isso, cogita-se a sua reaprovação.
Muita atenção com os adoçantes à base de álcool poliídrico: sorbitol,
xilitol, maltitol. Doses diárias superiores a 50 g podem provocar
diarréia. O aspartame, por conter fenilalanina, é contra-indicado
para pacientes fenilcetonúricos, um distúrbio raro, que acomete
uma a cada 16 mil pessoas.
Adoçantes e gestação:
Gestantes também podem consumir produtos com adoçantes a partir
da orientação médica. Para elas, é indispensável a ingestão de uma
dieta equilibrada, sem excesso de adoçantes. rincípiodos adoçantes.
Os adoçantes à base de aspartame.
É
preciso diferenciar o pame podem trazer problemas para crianças
fenilcetonúricas, porém esse distúrbio é muito raro. Já a sucralose
é liberada para gestantes pelo FDA, órgão oficial norte-americano
que regula a licença para comercialização de alimentos e drogas,
por não ser absorvida pelo intestino.
• Dentes de leite merecem atenção
Os primeiros dentinhos do bebê nascem no sexto mês de vida. Em algumas
crianças, o nascimento de dentes é mais precoce e eles podem aparecer
entre o terceiro ou quarto mês. A dentição do bebê está completa
entre os dois anos e dois anos e meio de idade.
Apesar de ser um evento natural, o surgimento dos dentes acaba criando
uma expectativa em pais e mães. A erupção dos dentinhos de leite
vem acompanhada pelo aumento da saliva devido à maturação das glândulas
salivares e à dificuldade que o bebê tem de engolir a saliva produzida;
Também pode aparecer diarréia, em conseqüência de da contaminação
por objetos levados à boca pelo bebê e sucção dos dedos, principalmente
em condições de higiene inadequada. Também surge febre baixa e passageira,
provocada por substâncias que regulam a temperatura do corpo e que
são liberadas durante o rompimento da gengiva. A irritação local
provocada pela pressão dos dentes na gengiva não requer medicação.
No entanto, se a irritação for muito grande, é possível aplicar
anestésico diretamente na gengiva, de três a quatro vezes por dia,
recomendado por cirurgião dentista. Também existem mordedores macios
com gel no seu interior e que devem ser mantidos na geladeira. Esses
mordedores aliviam a irritação da gengiva causada pela pressão dos
dentes em erupção. É tarefa dos pais fazer a higienização da boca
do bebê mesmo antes do surgimento dos primeiros dentinhos.
Essa higiene é simples. Basta usar gaze embebida em água filtrada
e esfregá-la com cuidado na gengiva do bebê.
Quando aparecerem os primeiros dentinhos, eles devem ser escovados
após as refeições com uma escova com cerdas reduzidas e macias.
Mas nem sempre o bebê permite, por isso é preciso ser paciente e
brincar com seu filho, mesmo durante a escovação. Todos os recursos
são válidos, como musiquinhas e uso de bonecos e escovas coloridas.
O creme dental só deve ser usado quando aparecerem mais dentinhos.
A quantidade indicada é bem pequena, equivalente à metade de um
grão de feijão, porque os bebês tendem a engolir a maior parte do
creme dental, o que pode causar excesso de flúor no organismo e
manchas nos dentes, também conhecida com fluorose.
Lembre-se: O hábito de o bebê ser amamentado ou alimentado com
mamadeiras com leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou
mel durante o sono, principalmente à noite, pode provocar a cárie
de mamadeira ou de aparecimento precoce. Se não houver higienização
nesse período, esse tipo de cárie ataca os dentes rapidamente, pois,
durante o sono, o fluxo salivar diminui. Os primeiros sinais da
cárie de mamadeira são as manchas brancas e opacas que muitas vezes
passam desapercebidas pelos pais.A primeira consulta do bebê ao
dentista deve acontecer antes do aparecimento dos primeiros dentes.
• Dentaduras
Estética, harmonia facial, desgaste dos dentes, envelhecimento precoce,
falta de retenção, reabsorção óssea, dores em algumas áreas são
alguns itens importantes para indicação de uma nova dentadura. A
cada cinco anos, o paciente deverá procurar o cirurgião dentista,
para uma análise para a confecção de nova dentadura.
Dentes de porcelana ou de resina acrílica são os normalmente usados
na confecção de dentaduras. Atualmente, as dentaduras com dentes
de resina acrílica, são as preferidas pela maior parte dos dentistas,
porque não produzem ruídos quando o paciente mastiga ou fala; oferecem
menor risco de quebra e são fáceis de ajustar. Porém, os dentes
de resina acrílica podem sofrer alterações de forma e de cor, exigem
uma limpeza mais rigorosa e desgastam com o uso.
As vantagens oferecidas pelos dentes de porcelana são estabilidade
da cor; facilidade de limpeza; e um desgaste menor. Entre as desvantagens
estão a produção de ruídos quando o paciente mastiga ou fala; a
abrasão nos dentes naturais opostos e o perigo maior de fraturas.
O paciente leva 4 vezes mais tempo para se acostumar à dentadura
inferior do que a dentadura superior. Quanto mais tempo você empregar
na mastigação, melhor será a adaptação. Não coma porções grandes
de alimentos no princípio. Divida os alimentos em pequenas porções.
Você terá dor e desconforto no começo; se aparecerem pontos dolorosos
ou "calos" procure seu dentista, que lhe dará alívio necessário.
Alimentos macios e cremosos são os únicos indicados nos primeiros
dias depois da colocação da dentadura. À medida que for progredindo,
coma alimentos mais sólidos e mastigue vagarosamente e por igual
a fim de controlar a dentadura e a pressão das gengivas ao morder.
Quando as dentaduras provocam náuseas e enjôos, o melhor remédio
é usá-las o maior tempo possível. Esse reflexo passará logo. Seu
dentista pode ajudar verificando a extensão da base e a adaptação
no céu da boca.
Falar bem coma nova dentadura pode dar um pouco de trabalho. Por
isso, fale em voz alta em frente ao espelho.
Quase sempre as dentaduras irão provocar pequenas ulcerações na
sua gengiva. As dentaduras são duras, rígidas e o tecido da gengiva
é sensível e delicado. Por isso, é muito difícil fazer dentaduras
que não provoquem dores. Quase sempre é necessário realizar controles
de desgastes e ajustes.
Muitos pacientes usam dentaduras durante as 24 horas; mas outros
sentem dores na boca ao acordar; as dentaduras também podem se soltar
à noite. Nesses casos, é melhor dormir sem elas.
Somente uma dentadura limpa é confortável. Sempre que se alimentar,
faça o possível para lavar as dentaduras com escovas macias. Não
use pó para polir, que podem arranhá-la e nessas ranhuras, antigas
partículas de comida podem dar mau cheiro. Evite o acúmulo de tártaro
é não deixar que se deposite.
Quase sempre não há necessidade de pó adesivo. Só use se o seu dentista
aconselhar. Muitos pacientes não ficam satisfeitos com as suas dentaduras;
começam a usar pós adesivos por conta própria; porém, com a pressão
aumentada, a gengiva se reabsorve, se contrai mais rapidamente e
as dentaduras ficam cada vez mais frouxas, precisando aumentar cada
vez mais e a quantidade desses produtos.
• Os dentes artificiais - implantes Odontológicos
Os implantes odontológicos de última geração permite a instalação
de dentes artificiais com toda a segurança e resultado funcional
e estético de dentes naturais. As próteses fixadas sobre os implantes
não se soltam durante a mastigação e propiciam maior conforto, segurança
e eficiência que a ponte móvel e as dentaduras.
Esses implantes são feitos a partir de parafusos de titânio colocados
através de cirurgia nas áreas onde faltam dentes e sobre esses parafusos
são instalados dentes artificiais. A cirurgia é feita sob anestesia
local e dura, em média, de 60 a 90 minutos.
As próteses totais são colocadas três ou quatro dias depois da cirurgia.
Próteses parciais geralmente são colocadas no mesmo dia da cirurgia.
Quase sempre são provisórias e substituídas em poucos meses pelas
definitivas.
Em 95% dos casos, se os implantes não forem perdidos nos dois primeiros
anos de uso, durarão toda a vida. Os implantes de boa procedência
apresentam taxas de sucesso acima de 90% no maxilar superior e,
97%, no inferior. A técnica pode ser utilizada a partir da puberdade.
O titânio utilizado no implante é um material usado em Ortopedia
há muitas décadas.
O titânio não sofre corrosão quando em contato com o corpo humano
e não sofre rejeição imunológica. É importante ressaltar que as
próteses fixadas ou não sobre os implantes não são dentes naturais,
por isso, esteticamente trata-se de uma solução apenas aceitável,
nunca igual ao resultado dos dentes naturais.
• Aftas
A afta é uma doença comum, que afeta cerca de 20% da população.
A afta caracterizada pelo aparecimento de úlceras dolorosas na mucosa
bucal.
As aftas incomodam e doem bastante porque são lesões ulceradas:
há exposição do tecido conjuntivo, que é rico em vasos e nervos,
o que provoca dor. Além disso, o quadro pode ser agravado por infecções
causadas por microorganismos da boca.
Essas lesões permanecem cerca de 10 dias e não deixam cicatriz;
em geral, o período de maior desconforto perdura por dois ou três
dias.
Existem três tipos de aftas. A mais comum é chamada de afta vulgar
ou minor. As outras formas são mais raras. A afta herpetiforme lembra
a manifestação do herpes simplex e apresenta um número grande de
pequenas ulcerações perduram por cerca de 10 dias. A outra forma
é chamada afta major, que produz uma ferida maior, com mais de 1
cm de diâmetro, mais profunda, mais dolorida, mais difícil de tratar
e que permanece semanas ou, às vezes, meses.
Não há um agente específico que cause a afta. A ciência acredita
que a causa principal da afta seja uma alteração da resposta imunológica
em alguns pacientes, mas isso pode ser uma causa menos importante
para outros pacientes. Os ácidos presentes na alimentação, os pequenos
traumas à mucosa, distúrbios gastrintestinais, o ciclo menstrual
e o estresse emocional agem como fatores desencadeantes. Alguns
alimentos, em contato com a mucosa bucal, também podem desencadear
uma resposta imunológica em certos pacientes provocando o aparecimento
da afta. Muitas vezes os pacientes são alérgicos: têm aftas quando
ingerem certos alimentos.
As aftas não são contagiosas, porque não são uma doença infecciosa.
Porém filhos de pais portadores de aftas apresentam chances bem
maiores de também sofrerem com aftas.
Várias doenças podem se manifestar inicialmente como uma afta. É
o caso do câncer de boca. Por isso, uma úlcera bucal que não cicatriza
dentro de 15 dias, exige uma visita ao cirurgião-dentista para o
diagnóstico. Além disso, algumas doenças infecciosas, como o herpes,
e algumas doenças dermatológicas como o lúpus, em certas fases de
seu desenvolvimento podem parecer-se com aftas, principalmente para
o leigo.
Curiosamente
a afta pode estar relacionada ao abandono do fumo. Ex-fumantes podem
passar a apresentar aftas, porque deixaram o fumo, que provoca o
espessamento da mucosa da boca, tornando-a mais suscetível à afta.
Nunca se deve aplicar substâncias para "queimar" a afta, porque
elas destroem o tecido da boca e as terminações de nervos, que é
o que faz desaparecer a dor, substituindo a afta por uma queimadura
química. Não existe tratamento que seja eficaz para todos os portadores
de aftas. Alguns têm uma lesão aftosa uma vez por ano; outros apresentam
lesões múltiplas diuturnamente. Algumas medicações ajudam a reduzir
os sintomas, mas possuem efeitos colaterais indesejáveis, às vezes
graves. O recomendado é a aplicação de anti-sépticos, antiinflamatórios,
anestésicos ou protetores de mucosa, naturais ou sintéticos nos
locais da afta. O cirurgião-dentista deve ser consultado para um
adequado diagnóstico e orientação terapêutica.
• Cuidando do dente depois do tratamento de canal
O índice de sucesso do tratamento de canal é de 90%. O tratamento
de canal não enfraquece o dente, que pode permanecer na boca por
tanto tempo quanto um dente íntegro.
Após o tratamento de canal, o dente necessita de cuidados especiais.
O primeiro cuidado é restaurar o dente o mais breve possível. Outro
cuidado que se deve tomar é fazer controle clínico, através de radiografia
após 6 meses do tratamento. Se o dente apresenta lesão óssea, os
controles são realizados a cada 6 meses até o desaparecimento da
lesão. Se essa lesão não diminuir ou não desaparecer no período
de 2 anos, é recomendável que se repita o tratamento de canal ou
se faça a cirurgia, para evitar a extração do dente.
Em alguns casos, o dente tratado pode voltar a doer. Os pricipais
motivos quando isso acontece são falha do tratamento anterior; dentes
com anatomia complicada de raízes; calcificação de canais; quebra
ou perda da restauração do dente com canal tratado, que pode causar
a recontaminação do canal etc.
Em alguns casos, o dente tratado pode voltar a doer. Os pricipais
motivos quando isso acontece são falha do tratamento anterior; dentes
com anatomia complicada de raízes; calcificação de canais; quebra
ou perda da restauração do dente com canal tratado, que pode causar
a recontaminação do canal etc.
O tratamento de canal não é contra-indicado para pacientes diabéticos,
desde que a diabete estiver controlada. O tratamento pode ser realizado
sem problemas, porém o cirurgião dentista deve estar atento ao tipo
de medicamentos prescritos.
Também merecem cuidados especiais os pacientes com problemas cardíacos
que já se submeteram à cirurgia ou que apresentam defeitos congênitos.
Essa precaução deve ser tomada não somente quando se realiza tratamento
de canal, mas também em qualquer outro tipo de intervenção dentária.
• Boca Seca
A boca seca - conhecida, na área da Saúde, como xerostomia - é causada
pela diminuição na produção de saliva. Acomete, um grande número
de pessoas e pode acarretar Cáries, candidíase (doença fúngica),
doenças das gengivas e infecções nas glândulas da saliva.
A falta de saliva, pode causar mau hálito, dificuldades para falar
e engolir, intolerância a próteses, dor na língua, perda do paladar
e alteração de voz.
Muitas são as causas da boca seca. Com o passar da idade, por exemplo,
as glândulas salivares vão-se atrofiando.
A boca seca também pode ser o efeito colateral de vários medicamentos.
O alcoolismo e a ingestão de alimentos ricos em cafeína podem causar
a boca seca.
A falta de saliva também pode estar associada a muitas doenças,
como a Síndrome de Sjögren, na qual o próprio organismo reage contra
as glândulas salivares; com a diabete mellitus e comcânceres na
região de cabeça e pescoço. Pessoas tratadas com radioterapia podem
ter suas glândulas afetadas permanentemente pela radiação. certas
psicoses e estados de ansiedade podem causar falta de saliva, assim
como doenças congênitas: existem pessoas que nascem sem as glândulas
salivares
O primeiro passo para o tratamento é o diagnóstico correto. O paciente
que perceber os sinais e sintomas associados à boca seca deve procurar
o cirurgião-dentista. Os tratamentos variam em função da causa.
Nos casos de perda irreversível da produção de saliva, existe a
possibilidade de minimizar o problema com uso de saliva artificial
manipulada ou comercial, gomas de mascar sem açúcar e medicamentos
que estimulem a salivação, além da orientação quanto à dieta com
proteínas e vitaminas. O paciente deverá manter-se sempre bem hidratado,
ingerindo água ou outra bebida sem açúcar e evitando o consumo de
bebidas com álcool ou cafeína. Se os lábios estiverem secos, pode
ser indicado o uso de lubrificantes à base de vaselina. Durante
as refeições, devem-se preferir alimentos moles, úmidos e pouco
condimentados.
Você sabia que:
A saliva é importante na formação do bolo alimentar, favorecendo
a digestão e deglutição; facilita a movimentação da língua e dos
músculos; protege a mucosa da boca; estabelece e mantém o pH do
meio, atuando no processo da cárie dental.a saliva tem pH neutro
e é composta por 99% de água. A outra parte é constituída por proteínas,
como enzimas, imunoglobulinas responsáveis pelos anticorpos salivares,
além de outros compostos, como bicarbonato, sódio, potássio, cálcio,
cloreto e flúor.
• Amamentar é um ato de amor
Saiba porque o aleitamento artificial, as chuquinhas e as chupetas
podem ser prejudiciais à saúde bucal de seu filho.
O leite materno é o alimento mais completo, rico e digestivo para
a criança e deve ser a fonte exclusiva de nutrição do bebê até o
primeiro ano de idade. De ação imunizante, o aleitamento materno
amplia o vínculo da mãe com o bebê, contribuindo para o desenvolvimento
mental e o equilíbrio emocional da criança.
Você sabia que a amamentação é benéfica para a saúde da mulher?
Amamentar diminui a probabilidade de câncer de mama, colabora na
involução do útero e atua contra a depressão pós-parto?
Mas antes de se decidir sobre a forma de alimentação de seu filho,
lembre que a fala, respiração e dentição de seu filho também dependem
do aleitamento materno.
Exercitando
o maxilar:
A sucção proporcionada pelo aleitamento permite que o bebê desenvolva
sua ossatura e musculatura bucal. O bebê recém-nascido tem o maxilar
inferior muito pequeno. A sucção do peito permitirá que o maxilar
inferior alcance o equilíbrio em relação ao tamanho do maxilar superior.
Mamar no peito desenvolve o conjunto da musculatura bucal e os ossos.
Certamente a mamadeira oferece facilidades para o seu pequeno, porém
bebê que não mama no peito quase não exercita os músculos da face,
o que pode afetar o crescimento harmonioso do rosto e da dentição.
Importante: Para amamentar seu filho, mantenha-o em posição mais verticalizada
para garantir um exercício maior e uma melhor deglutição do leite.
A amamentação permite que a criança aprenda a respirar de modo correto
pelo nariz, o que vai ajudá-la a evitar doenças como amigdalite
e doenças do aparelho respiratório.
Aprender a respirar pelo nariz evita que os dentes se ressequem
com o ar que entra pela boca,reduzindo sua exposição às cáries,
às gengivites.
Aleitamento
materno pode evitar dentes "encavalados":
Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento
da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos
ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação,
aprende-se respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites,
pneumonias, entre outras doenças.
Aleitamento materno é eficaz contra a cárie de mamadeira:
O leite materno é um alimento equilibrado e evita que seu filho
contraia o hábito de se alimentar do leite artificial, geralmente
uma dieta excessivamente adocicada para sua saúde. A mamadeira adoçada
aumenta o risco de cáries, que é conhecida como cárie de mamadeira.
Com o passar do tempo a criança acostumada à mamadeira, tende a
recusar alimentos que requeiram mastigação. Lembre-se que, depois
da amamentação, a mastigação correta terá a tarefa de exercitar
ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação.
A mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade
e de estômago.
Diga não à chupeta e ao dedo na boca:
Juntamente com a mamadeira, vem a chupeta, que geralmente é usada
por muito tempo. Chupeta e o hábito de chupar o dedo são extremamente
prejudiciais à saúde bucal, porque afetam o posicionamento dos dentes
e trazendo conseqüências prejudiciais à fala e à respiração.
Copos e colheres depois do aleitamento abandonando a mamadeira:
Quando a mãe fcomeça a introduzir outros alimentos, além do leite
materno, o desmame deverá ser feito com o auxílio de copos e colheres.
Evite o uso de mamadeira ou "chuquinha".
Leve seu filho ao dentista antes do primeiro dentinho:
A primeira consulta odontológica de uma criança deve acontecer
antes do nascimento do primeiro dentinho.
O odontopediatra pode prestar orientações preciosas sobre a higienização,
dieta e sobre a melhor forma de agir quando os dentes começarem
a irromper e a incomodar o bebê.
Os pais devem levar seus bebês regularmente ao dentista, assim como
os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto
o desenvolvimento das crianças na tentativa de evitar as cáries.
Até os dois anos de idade, a Fase Oral:
A sucção de dedo, chupeta ou mamadeira pode interferir no desenvolvimento
da criança e levar a alterações bucais como mordida aberta, mordida
cruzada, inclinação dos dentes e muitas outras. A criança com até
dois anos de idade encontra-se na fase oral, em que a satisfação
é centrada na cavidade bucal. Nessa fase, a sucção é muito importante.
Em algumas crianças essa necessidade é ainda maior. 0 importante
é não deixar o hábito se tornar um vício. Esses hábitos devem ser
removidos o quanto antes, e de forma gradativa, para manutenção
do equilíbrio psicológico e físico da criança.
• Anestesia Segura
O medicamento anestésico é capaz de evitar a dor dos pacientes submetidos
a tratamento odontológico. A variedade de medicamentos disponíveis
atualmente proporciona muita segurança.Porém não são todas as pessoas
que podem tomar anestesia.
Antes da aplicação do anestésico, o paciente deve responder ao questionário
elaborado pela Sociedade Americana de Anestesiologia que pode determinara
presença de risco ou não da anestesia, inclusive o da ocorrência
do choque anafilático.
Pacientes com pressão alta não tratada ou não controlada, doenças
cardíacas graves, diabetes mellitus não controlada, hipertireoidismo,
feocromocitoma, sensibilidade aos sulfitos e usuários de antidepressivos
e outros medicamentos específicos, além de cocaína e "crack", têm
limitações no uso de anestésicos.Esses pacientes devem ser , encaminhados
aos cuidados de um médicos que podem liberar o procedimento de anestesia.Gestantes
também podem tomar anestesia.
O período mais aconselhável para isso é entre o terceiro e o sexto
mês de gestação.De uma maneira bem abrangente, a anestesia pode
ser local ou geral. A anestesia local é administrada pelo cirurgião-dentista
no próprio consultório. A geral deve ser feita pelo médico anestesista
em hospital ou clínicas apropriadas.
A sedação consciente é um procedimento realizado pelo cirurgião-dentista
e pelo médico anestesista, para proporcionar maior conforto em casos
de pacientes ansiosos ou com medo de ir ao dentista. Esse procedimento
é realizado combinando-se a ação do anestesista (através de medicamentos
relaxantes) com a do cirurgião-dentista (por meio de anestésicos
locais), proporcionando conforto e eficiência anestésica.